domingo, 27 de maio de 2012


Estou louca pra me ver livre dessas pregas que me prendem.
Meus pensamentos entortam tudo quanto é tipo de palavra que ousa tentar sair.
O sono é a desculpa perfeita para o meu cérebro parar de infernizar meu corpo na constante busca por algo inalcançável ou, quem sabe, inexistente. 
Deparo-me olhando fixamente para um ponto qualquer. Minhas ações congelam no instante em que ouço uma palavra referente ao que pode, ou não, acontecer. 
Não é que haja expectativas, minhas distrações são baseadas em “vamos acabar logo com isso”. Eu não sei esperar. Talvez isso me ponha numa guerra eterna com o futuro.
Há vezes em que simplesmente prefiro me conter em querer nada. 
Olhe só, continuo fixa no ponto qualquer. Pensamentos vem e vão. 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Já vi esse filme. Já presenciei essas cenas. São as mesmas pessoas.
Não sei o que farei daqui pra frente enquanto isso não passar.
É o tipo de recaída que tento afastar. Essa é das grandes e mais duradoura.
Tem sido ridículo da minha parte ficar sentada lamentando esse pequeno probleminha que surge na hora que quer. Talvez eu até deixe isso transbordar em mim.

O anseio de ir pra algum lugar longe;
A vontade de me fechar.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Os tempo está passando, mas conforme o dia muda, um medo crescente vem junto com a ansiedade.
Eu tento de todo jeito ver as coisas boas acontecendo. Mas e se não forem apenas coisas boas?
É, eu sinto medo.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pensamento nem sempre levam a lugares seguros e a decisões corretas.
Até uns dias atrás eu me conformava com meias palavras, mas agora as palavras se perderam num momento em que parecem não voltar.

Não minto, estava mais fácil antes.
O erro deve ser sido meu quando eu deixei tanta coisa mudar.
Parece que tudo em volta tem se tornado um desafio em que a vida me testa pra ver se eu desisto logo ou permaneço no jogo.
É a minha família caindo, meus amigos sumindo, faculdade começando a pesar, trabalho não gerando bons resultados, paixonites sem rumo e mais textos sendo escritos.

Não quero largar nada disso, não quero deixar de lado e me entregar de novo.
Já me larguei uma vez pro "nada'' e isso só aumentou as dificuldades. A cura tá no esforço de cada um.

Não quero mais me ver no papel de problemática. Eu estava começando a sonhar alto, pensar adiante. Estava crescendo, mas em algum momento caí e esses sonhos, essas metas parecem estar cada vez mais distantes.
Não há culpados, só há um coração fragilizado pelo receio de perder.

Não pode haver garantias, certo?



Foi tempo de enrolação. Tinha tudo pra dar certo, mas deu tudo errado.
Por que teve que me fazer pensar nisso de novo?
Parece pior por ter sido  meu primeiro-tudo. 

"Por que eu de novo?" Disse que fui a mais carinhosa, a mais sincera, a que mais demonstrou.
Sim, eu sei que fui tudo isso e sei que isso tem me trazido problemas. Menos pra ti, que quer de volta.

Ainda quer que eu escute as mesmas músicas e provoca minhas lembranças. Mas veja só, agora não dói. 
Joguei na tua cara meu desprezo. Eu sabia que se arrependeria.
Fizeste um belo de um estrago. 

Você não faz falta quando eu acordo. Não faz falta quando preciso de atenção. Não faz falta nas minhas noites. Não faz falta no meu celular. Não faz falta nos meus pensamentos. Não faz falta.

Eu devia amar errado. Mas criança do jeito que era, como seria amar certo?
O dia que você foi, quase sem aviso, eu chorei. Era tudo o que eu conseguia fazer, mas você não viu, até porque nunca quis ver o estrago que fazia.
Lembro de ter ficado parada por horas sem chorar, sem sentir. Estava buscando por um erro que não era meu. 

Hoje eu espero alguém que não se importe se me ver chorar, mas sei lá. Será que essa pessoa existe?
Não te contei, mas me deixaste com medo e agora eu fujo de quem quer que seja, porque você me ensinou que as pessoas vão embora, então não ame de novo. Você me ensinou a ir embora, porque ninguém se importaria. 
É, eu devo ter pedido minha confiança há dois anos atrás, mas enquanto ninguém perceber eu permaneço salva .
Enquanto você volta a me assombrar, eu permaneço confusa.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Essa gente grita. Como grita. Como irrita.
Que vontade absurda é a de me ver longe desse barulho.

E vai que uma hora isso aqui se silencie? 
Mas pudera eu ser dona da chamada paciência.

Bate meio dia e já estou em casa.  Daí que bate junto uma frustração.
Que medo de entrar. Entrar na casa fria.

Já ouço reclamações, depois vejo o que não quero ver. Já vem uma coceirinha no coração.
Tá parecendo arranhão.

As horas não passam e quero tanto que passem.
Não dá, desse jeito mistura tudo.
E fica aquele bolo de sentimentos se acumulando. Como faço pra reconhecer cada um?

E bate meio dia do outro dia.
As horas não passam.

meia volta

Não lembro de ter precisado tanto segurar o choro como agora. Enquanto tem gente na volta é preciso se controlar, sabe. Esconder.
Me pergunto se tenho algum problema.

Respirar fundo e ficar parada. Qualquer "tudo bem?" resulta em lágrimas. E eu não sei o motivo.
Tá faltando algo, ou sobrando. Tem coisa se acumulando. Mas o quê?

Meio segundo sozinha e sento num canto. É aí que escorre tudo. Escorre tristeza, escorre peso, escorre frustração.
Depois levanto, enxugo o resto que não serve e finjo que nada aconteceu.
Mais leve, mais aberta, mais eu.
E fica tudo bem.

Só que volta. Sempre volta.